sexta-feira, 19 de outubro de 2018

terça-feira, 16 de outubro de 2018

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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Feminicidio

Triste realidade de nosso país.  Nossas mulheres morrendo pelas mãos  daqueles que deveriam protegê-las.
A sociedade , sabe.
Mas finge que não vê.
As autoridades nada podem fazer quando não existe denúncia. E quando as vezes existe a denúncia, nem sempre a polícia tem contingente suficiente para cumprir estas diligências.
As notíciarios  informam crimes brutais todos os dias, todas emissoras repercutem constantemente.
Aí vemos os familiares da vítima,  informarem que sabiam, desconfiavam, mas não fizeram nada.
A cultura de que não devemos nos meter em  briga de marido e mulher, já é  coisa do passado.
Os tempos mudaram.
Mas os homens continuam os mesmos.
Talvez mais audaciosos, e  mais covardes também.

Nestes casos só  tem uma solução,  DENUNCIAR- DISQUE 180

É  a única forma de evitar que mais uma mulher seja vítima!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Maria da Penha

O presidente Michel Temer sancionou lei, com novas regras para violência  doméstica.
Espero que seja de fato um avanço  e que seja cumprida protegendo estas vítimas.
Denuncie sempre
DISQUE 180

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

FEMINISMO

Olá amigas do bem
Estivemos ausente, com novos projetos, novos horizontes.
Mas estamos de volta pra fazer, pelo menos uma publicação semanal.

Nossa pauta da semana é FEMINISMO, e tudo que a palavra significa.
Fomos criados , dentro de uma cultura machista e conservadora, que determina a mulher, como objeto, de desejo, poder, status e propriedade de um homem.
Os tempos mudaram, as mulheres amadureceram, e entenderam o quanto são capazes de conquistar o mundo.
Feminismo é uma palavra muito ampla, com vários pontos para ser discutidos. E me entristece muito, em saber, que muitas mulheres, não conseguem abrir seus olhos para a realidade da vida.
O Feminismo engloba:
-assédio
- estudo e qualificação profissional
-liberdade
-identidade de gênero e transexualidade
-patrimônio
-moralidade
-prostituição
-expressão
-religião
-política
-etc...

Podemos abrir vários precedentes para criar um debate.
Mas isto fica na consciência de cada ser humano.
 A mulher é livre pra exercer qualquer função,  credo, política, fazer o que ela quiser e bem entender. Da mesma forma, que a mulher nem sempre gosta de ser assediada. Afinal , mulher não é um carro ou moto que pode ser cobiçado como na vitrine de uma concessionária.
Dizer a uma mulher que ela é linda, bonita ou exuberante, não é o mesmo que dizer que ela é gostoso, apetitosa( e tantas outras coisas que nem gosto de repetir).
Por conta de um sistema de patriarcado, exercido em nossa cultura, as mulheres encontram dificuldades de assumir a frente da família, na ausência de um homem. Acabam por se sujeitar a um casamento torto, se mantendo na violência doméstica, assim sujeitando seus filhos a esta estupidez.
O assédio dominou vários lugares inclusive Hollywood, mas aí eu pergunto:-quantos casos assim aconteceram, e as mulheres vítimas, se acovardaram no silêncio da vergonha e julgamento alheio? Quantas se submeteram a estas situações para não perderem seus empregos, e afins?
Deixo a vocês a questão da dúvida?

A resposta normalmente é a mesma, não foi comigo ou com os meus ,não estou nem aí?
Mas não se esqueça, que sem mudar esta cultura, e não criar punição severa, a próxima pode ser da sua família.

Pense nisto...
Seguiremos nossa conversa...




sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Dormindo com Inimigo

Comentários  no fim da matéria 


Dormindo com o inimigo: precisamos falar sobre estupro marital!
Viviane Santiago . 18/04/2017

Estupro marital é quando a violência sexual ocorre dentro do casamento. Parece loucura, né? Mas não é. Segundo dados da ONU, a cada 11 minutos uma mulher é agredida sexualmente no Brasil. Destas, 41% são agredidas pelos próprios companheiros. Então, está na hora de falarmos sobre isso!

Em 2009, o estupro marital é reconhecido pela Lei 10.015, do novo código penal. O que já não era sem tempo, pois no Brasil existe um antiquado pensamento sobre sexo no casamento ser obrigação. Isso vem bem lá de trás e perpétua até os dias atuais, sendo resíduos de épocas em que a mulher era criada para gerar, criar filhos e servir a seu amo, ops, marido.

“Pra você entender quem manda aqui” – foi o que Rafael disse à Rosália antes de violentá-la. Ela diz que o marido que insistia pela prática do sexo anal, optou pela força. Ela denunciou, escutou da delegada que era briga de casal, que logo eles voltariam. Pela demanda judicial, estupro marital é crime e os culpados devem ser punidos, fim de papo. Mas, na realidade, a aplicação da lei esbarra em anos de uma sociedade educada de forma machista e patriarcal, em que fazer sexo no casamento faz parte da escala dos deveres feminino.

Só pra se ter uma ideia, muitas vezes as denúncias sobre estupro maritalsão rebatidas judicialmente pelo arcaico débito conjugal, que pode, ainda nos dias de hoje, ser usado para anulação de casamentos –  apesar de grande parte dos tribunais admitirem que uma relação sexual não deva ser cobrada a força.

Pra ficar tudo bem claro, tudo isso aqui é estupro:

De acordo com o Código Penal Brasileiro em seu artigo 213 (na redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009), estupro é: “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.”

Ainda não entendeu? Vamos lá mais uma vez:

A gata topou fazer um sexo gostoso, mas no meio da relação pediu pra parar… OPA! NÃO é NÃO. Se continuar? Estupro.Ela queria transar com 415 caras, OPA, veio 416 e ela disse não? É estupro.Ele te tocou em partes íntimas sem seu consentimento? Sim, também é estupro.Queria transar, mas bebi tanto que apaguei. Sexo com a gata inconsciente, claro que é estupro.

E que fique claro, cabe aqui dizer que, de acordo com a lei, estupro não é algo genético, não. Mulher também comete. Se a mulher cometer os mesmos delitos, cartão vermelho, estupro. Para que não reste dúvidas, não existe relação sexual com menores de 14 anos. “Nesses casos, o ato será sempre considerado estupro, pois crianças menores de 14 anos não possuem o discernimento necessário para consentir com a prática do ato”, segundo juristas.

O que fazer em caso de estupro, seja marital ou não?

É imprescindível que a polícia seja acionada. Ligue 190 ou procure diretamente uma delegacia da mulher. Lá a vítima fará um boletim de ocorrência e será encaminhada para um hospital para realizar exames de corpo de delito e também receber medicamentos antivirais, para impedir o contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids.

Não  pude deixar de relatar este texto, par que todos se conscientize que isto é  muito grave.

Infelizmente ocorre e muito pelos quatro cantos do país. 

Quantos filhos foram concebidos desta forma absurdamente orrrenda?

Estes mesmo filhos que ficam muitas vezes ao lado do pai, e condenam suas mães,  quando elas decidem denunciar seu marido.

Pergunto-lhes agora?Você gostaria que sua filha, irmã,prima, amiga, conhecida, fosse vítima de estupro marital ou de qualquer outro tipo?

Reveja seus conceitos,e denuncie. Isto é  crime!


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A cirurgiã que resgata o prazer sexual de mulheres mutiladas A cirurgiã americana Marci Bowers tenta...

A cirurgiã americana Marci Bowers tenta convencer seus colegas de que é possível restaurar o clitóris e devolver sensações a mulheres que foram mutiladas

LETÍCIA GONZÁLEZ

04/09/2017 - 08h00 - Atualizado 04/09/2017 10h57

PROMESSA  Marci Bowers em sua clÍnica na Califórnia. Ela reclama que muitos médicos acham impossível restituir o prazer sexual a mulheres mutiladas (Foto: Frederic Neema)

Nos dias comuns de sua clínica em Burlingame, Califórnia, a ginecologista Marci Bowers atende grávidas, mulheres em rotina de exames e pacientes transgêneros. Nos dias especiais, faz partos e cirurgias de transição de sexo – é famosa na área. Nos dias especialíssimos, ela repara o clitóris de mulheres mutiladas. Bowers foi a primeira a fazer esse tipo de cirurgia em solo americano, em 2009. Desde então, oferece o serviço de forma voluntária a quem possa se deslocar até a Baía de São Francisco e arcar com os US$ 700 de uso das instalações. Em maio, levou sua técnica ao Quênia, após dois anos de preparação.

A médica foi para Nairóbi. Operou 45 mulheres ao longo de duas semanas, com o apoio de equipes locais, e treinou três cirurgiões. Eles agora podem começar a sanar uma demanda continental, visível pelas centenas de mulheres que ficaram na fila de espera. “Muitas vinham de países vizinhos”, conta Bowers. “Não há palavras para descrever a força da experiência. Muitas pediam apenas para encostar em mim.” O que elas querem, diz a médica, é antes de mais nada restaurar sua identidade. Sentem falta de uma parte do corpo. Estima-se que um quinto das mulheres do Quênia sofreu mutilação genital, uma prática tradicional feita principalmente, mas não só, na África e no Oriente Médio. Europa e Estados Unidos enfrentam essa realidade em suas comunidades de imigrantes. O Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, calcula haver no mundo 200 milhões de mulheres e meninas mutiladas. Em alguns países, como Somália e Egito, ao menos quatro em cada cinco mulheres passaram pelo procedimento. Nos últimos 20 anos, a prática vem sendo questionada. Os números diminuem, mas de forma muito lenta, informa a Organização das Nações Unidas (ONU). Uma vez crescida e casada, a menina que sofreu mutilação desconhece o prazer sexual. Em alguns casos, não sente nada. Em outros, apenas dor. “A mentalidade está mudando lentamente”, afirma Bowers. “Muitas buscam sua dignidade perdida. Eu me identifico com elas. Sei o que é querer algo fisicamente e não ter.” Ela diz isso porque viveu, por décadas, com uma identidade diferente da atual.

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>> Um cirurgião sob suspeita: precursor da redesignação sexual é acusado de mutilação

Bowers era chefe de um departamento num hospital de Seattle e tinha um casamento estável, com três filhos, mas não se identificava com o próprio corpo, de homem. Aos 38 anos, após uma cirurgia de mudança de sexo, Marc tornou-se Marci. Há quase 20 anos, reassumiu suas funções rotineiras, mas na pele de mulher. A vida amorosa mudou, o casamento legal perdurou (numa parceria com a esposa para cuidar dos filhos) e, na prática médica, Bowers dedicou-se a uma nova especialidade, a da cirurgia de mudança de sexo. Buscou o médico Stanley Biber como mentor e foi trabalhar a seu lado em Trinidad, no Colorado, transformada em “capital mundial da troca de sexo” pela fama do cirurgião, um pioneiro na prática. Em 2003, ela assumiu a clientela de Biber, que se aposentava, aos 80 anos. Três anos depois, o mentor morreu. Bowers herdou seu prestígio, mas ainda estava a alguns anos de encontrar a inovação que abraçaria – sem concordância de toda a comunidade médica.

MULHERES SOB ATAQUE  Marci Bowers numa cirurgia no Quênia, com profissionais locais. No país, uma em cada cinco mulheres é mutilada (Foto: CARL DE SOUZA/AFP)

Em 2009, o ginecologista francês Pierre Foldès e sua colega Odile Buisson publicaram os resultados do estudo com a primeira ultrassonografia em 3-D do clitóris estimulado em pleno ato sexual. O estudo reforçou a tese de que o ponto G existe e é um caminho alternativo de estimulação do próprio clitóris. Afinal, o órgão é bem maior do que se imaginava e hoje é desenhado com dois bulbos pendendo pelas laterais dos lábios vaginais. Foldès uniu seu conhecimento ao trabalho humanitário que fazia na África, atendendo vítimas de mutilação. Criou uma cirurgia ambulatorial simples, de 45 minutos. Os passos básicos consistem em remover o tecido da cicatriz deixada pela mutilação, expor o que restou do clitóris, localizar o “ligamento suspensório” (parte da anatomia que puxa o órgão para junto do corpo) e fazer nele um corte. “Isso libera o clitóris e permite trazer o que ainda há dele para a superfície”, explica Bowers. Tal manobra só é possível pelo tamanho do órgão – algo que muitos ginecologistas ainda ignoram. “Se você assiste a uma única cirurgia, percebe que 95% do clitóris ainda está lá. O órgão é longo, tem até 11 centímetros de comprimento.” A cirurgiã aprendeu tudo isso com o próprio Foldès.

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>> Cristiane Segatto: Agressão sexual e racismo na sala de cirurgia

Suas histórias pessoais se encontraram em 2007, quando a secretária eletrônica da clínica de Bowers registrou um recado perguntando se ela gostaria de aprender a técnica. O convite foi feito pela ONG Clitoraid (junção das palavras “clitóris” e “ajuda”, em inglês), criada em 2003 com a missão de oferecer reparação gratuita ao maior número de mulheres possível. A entidade foi criada por membros do movimento raeliano, uma seita que acredita em alienígenas e prega a cultura da paz – recentemente, promoveram meditações coletivas no intuito de influenciar negociações para proibir armas nucleares. Devolver o prazer feminino, segundo eles, é corrigir a violência e devolver um direito básico ao prazer sexual. Daí a ideia de financiar o treinamento de médicos e multiplicar a técnica Foldès. As crenças exóticas dos raelianos não facilitaram o trabalho. “Não fazemos proselitismo. Como a Cruz Vermelha, criada por cristãos, a Clitoraid foi criada pela filosofia raeliana, mas o trabalho é humanitário”, diz Nadine Gary, uma diretora da organização. Foi ela que, anos atrás, iniciou a busca por médicos. Recebeu 27 “nãos” antes de chegar a Bowers. Pensou nela num momento que define como pura intuição feminina. “Ela conhece muito sobre essa região anatômica e tem uma experiência de vida riquíssima, sabe o que é não ter a própria identidade. Deixei o recado e recebi a resposta muito rápido: ‘Sim, é claro que quero fazer parte disso’.”

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>> Mariana Munhão: “Não é fácil acordar e saber que a sua filha virou filho”

Bowers foi à França em dois momentos, em 2007 e em 2009, para acompanhar as cirurgias de Foldès, que atua de forma independente, mas coordenada com a ONG. “Ele é um pouco como um santo, eu diria. É uma figura humanitária que, ao mesmo tempo, tem os pés no chão”, resume. De volta aos Estados Unidos, realizou cerca de 300 cirurgias voluntárias, segundo suas contas. Em 2014, viajou para o país africano de Burkina Faso, onde 76% da população feminina é mutilada. A missão deveria inaugurar um hospital construído pela Clitoraid ao longo de oito anos com dinheiro de doações, mas a ação foi barrada pelas autoridades – às vésperas da data marcada, quando vans lotadas de mulheres esperançosas chegavam à cidade de Bobo. Impedida de usar o hospital, Bowers fez as cirurgias na clínica de um médico local.

A cirurgia dura 45 minutos e só é possível porque a estrutura interna do clitóris tem até 11 cm

Nos Estados Unidos, as estimativas indicam haver entre 200 mil e 500 mil vítimas de mutilação genital. Bowers não cobra por esse atendimento, mas há outras dificuldades no caminho das potenciais pacientes. Uma é financeira – muitas imigrantes não podem pagar os custos da viagem até a Califórnia. Outras têm medo do procedimento, pois guardam a lembrança do corte e têm sintomas de estresse pós-traumático. Por último, há polêmica em torno da própria operação, relativamente nova e pouco conhecida na comunidade médica. “Há médicos que dizem: ‘É impossível restaurar o clitóris, não pode dar certo’. Isso é absurdo”, diz Bowers. Ela ouviu de algumas pacientes que seus médicos as desencorajavam a passar pela reconstrução. A médica Neila Speck, especialista na área e integrante da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, atendeu mulheres mutiladas durante um estágio na Itália, em 1998. Eram imigrantes africanas com o tipo mais severo de mutilação, em que se cortam o clitóris e os lábios vaginais e se costura a abertura vaginal. Speck voltou ao Brasil com imagens dos casos e as mostrou em sala de aula. Ela desconhece a reparação do clitóris. “Isso não era feito lá [na Itália]. Desconheço a técnica.” Tirar o tecido cicatrizado e liberar o órgão, no entanto, faz sentido para ela. “A amputação não é completa. O clitóris pode ser trazido para a frente. É possível que a técnica restaure a sensibilidade”, diz.

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Em 2012, Foldès e sua equipe publicaram um estudo, financiado pela Associação Urológica Francesa, que analisou o pós-operatório de 847 pacientes. Um ano após a cirurgia, mais de 800 delas relataram menos dores durante o sexo e as primeiras sensações de prazer por meio do clitóris. Metade reportou ter atingido o orgasmo. Na sede da Clitoraid, em Las Vegas, Nadine Gary recebe informalmente esse tipo de retorno. “Jamais vou  me esquecer do telefonema de uma mulher que havia passado pela cirurgia três meses antes. Ela chorava de emoção e queria me contar que havia vivido seu primeiro orgasmo. Isso ocorreu numa noite de 8 de março, Dia Internacional da Mulher.” Por isso, Bowers está disposta a continuar operando e confrontando os colegas. “A ignorância dos médicos é inacreditável. Teríamos de começar por eles, ensinando sobre a fisiologia do clitóris”, afirma.

UMA SALVA TODAS, TODAS SALVAM MAIS UMA

É  com muita tristeza,  que lhes conto que recebi estórias de violência doméstica de todo país, mas não do nosso estado RS. Parece que nos...